Chove lá fora e apesar das cobertas sinto um frio enorme aqui dentro, o peso das minhas dúvidas me assombram e quantidade esmagadora de nada que o amor me deixou com, me entristece. Ouvi um pássaro cantar como se me falasse "- Veja como sou livre, como carrego nas asas os pingos de chuva e no bico as notas de aviso que vou pra onde quero ir, vôo pra qualquer que seja o lugar, e o vento, e a chuva, e o por do sol fazem parte de cada pena e de cada pequeno detalhe livre que posso ser..." Silenciosamente o invejo, silenciosamente choro, silenciosamente sinto falta de todos aqueles que amo e que foram sem mim. Posso jurar que daqui a algumas horas estarei de pé de novo, disposta a conquistar cada raio de sol que vai sair, cada sorriso sincero das crianças ao meu redor, cada faísca pequena da amizade de alguém que mais uma vez não vá sem mim, e se for, note que por mais leve que seja, falta o peso do meu pequeno coração, estarei de pé, sem asas ainda que deseje as ter. E enquanto isso, enquanto só a lua e a chuva me fazem companhia, me pergunto, me converso, me amo pra poder compreender a imensidão de coisas que me rodeiam, que doem no meu coração, que me fazem querer viver e amar apesar de não ser um pássaro.
domingo, maio 18, 2014
quinta-feira, janeiro 23, 2014
Queria que você pudesse sentir a
frequência dos meus sentimentos nesse momento, ou talvez num todo. Você não
sabe mas quando você ri parece que toda a dor do mundo desaparece, e me enrolo
na sua risada como se fosse meu manto de proteção, tudo se desfaz e se constrói
ao mesmo tempo, meu coração ri junto com você. Se você soubesse o quanto prezo
seu amor, não se deixaria inflamar pelo modo como trato outros caras, não tem
importância, eles são só passatempo, enquanto você é meu pára-tempo, daquele
jeito que me faz ficar até as 4 da manhã acordada quando tenho que levantar as
6 e nem me importo por que acho que são 12 ainda. E o teu silêncio do outro
lado da linha? Parece o 0800 segurança, te juro, me sinto a garota mais
protegida do mundo só de ouvir tua respiração impaciente. Em parte fico
assustada por que se for com você ou por você, eu topo. A vida é engraçada e
joga as pessoas a milhares de quilômetros umas das outras, ou apenas a duas
centenas que acabam fazendo uma enorme diferença. Hoje só queria escrever sobre
tudo de bom que você me faz sentir e ser, sobre desejar tanto teu colo a ponto
de me fazer chorar por isso, sobre amar as coisas obscenamente safadas que você
diz e faz, as gírias, as músicas, a cumplicidade, a esperteza, o jeito
despreocupado, sempre descolado ou zangado e toda a gama de imperfeições que me
fazem te amar e ver além dos momentos ruins.
quarta-feira, janeiro 08, 2014
METAS 2014:
Ao fazer uma lista de prioridades pra se cumprir no ano, tudo se
torna mais organizado e eficaz! Faz com que a gente foque no que realmente é
necessário e deixe de lado as coisas supérfluas. Sempre adorei fazer essas
listinhas mas nem sempre tive dinheiro e tempo suficiente pra colocar em
prática, até começar a trabalhar e a pensar de um modo diferente sobre a
felicidade. A vida é TÃO curta e as vezes sem se dar conta, nós à passamos sem
aproveitar tudo de bom que ela tem a oferecer... há um certo tempo mudei
totalmente o modo de viver e isso foi a coisa mais sábia que fiz.
Deixar as mágoas passarem, perdoar quem algum dia já me fez mal,
trabalhar somente o necessário e me curtir mais, me permitir mais, afinal, a
gente pode nem estar aqui amanhã, certo? É baseado nisso que tomo nota das
coisas que quero de coração fazer e: mãos a obra!
Antes de escrever minhas metas pra 2014
eu fui dar uma olhadinha nas de 2013 e percebi que elas eram BEM mais difíceis!
Coisas como passar no vestibular, ganhar flores kkkk, mudar meu quarto
completo... suei pra fazer isso sozinha; foram 23 metas e cumpri
20! As 3 que não consegui já estão na lista desse ano, que aliás tá
mais pra curtição! hahaha As novas metas são aqueles pequenos detalhes que eu
sempre adiei por ter outras prioridades, coisas que sempre sempre sempre quis
fazer mas deixei pra depois, e que agora vou lutar pra conseguir!
TO DO:
Tirar CNH - done ♥
Ser mais paciente
Passar no FCE
Comer mais frutas - done ♥
Saltar de paraquedas
Ir mais vezes à praia - done ♥
Comprar um ukulele -done ♥
Terminar tatuagem da perna
Ir à Fortaleza
Avançar na Yoga - done ♥
Ganhar 5KG (pelo menos)
Ouvir mais, falar menos
Intercâmbio
Investir numa piscina
Praticar mais o amor - done ♥
Ser menos gastadeira
Doar roupas e coisas que não uso.
Desapegar
Não ultrapassar os limites do meu corpo e do meu espírito.
Ser menos gastadeira
Doar roupas e coisas que não uso.
Desapegar
Não ultrapassar os limites do meu corpo e do meu espírito.
E as metas de vocês pessoal, já
elaboraram? pretendem? Feliz 2014! :)
segunda-feira, janeiro 06, 2014
Saudade apertou o peito e tudo que eu fiz foi nada. Logo eu, que havia acabado de postar a seguinte frase no Twitter: "Acorde arrependido mas não durma com vontade." Logo eu, estava lá, morrendo de vontade de falar a mesma palavra que você só pra gente rir ao mesmo tempo. Vontade de só falar besteira e despejar no seu colo e ouvido os lamentos das minhas férias arruinadas. Não queria compartilhar nenhuma frase super romântica, nem sussurrar qualquer coisa obscena - ainda que eu seja boa com isso - tão pouco gostaria de falar do que fomos nós dois; era só saudade, só dizer que li uma coisa engraçada e lembrei de você, que "sua voz tá tão diferente" e perguntar como foi teu dia mesmo já sabendo a resposta! Mas quando dei por mim, adormeci sobre a vontade, sobre a minha e a falta da tua, sobre qualquer sombra de carinho que em algum momento sentira, e sobretudo adormeci sobre as lembranças. Tudo foi ficando pra trás, a cada dia mais.
sábado, novembro 09, 2013
Monogamia
é o mesmo que prisão?
Há
quem acredite que amor mesmo é quando você está com uma só pessoa e não quer estar com mais ninguém, e, segura
essa: pra sempre. Esses dias eu estava lendo um crônica muito interessante
sobre monogamia mas o que despertou mesmo minha atenção foram os comentários
que surgiam logo abaixo do texto. Em um comentário, muito bem votado por sinal,
uma menina defendia a ideia de que quando duas pessoas estão em um relacionamento
aberto o único real interesse do casal é o sexo, e que amor, não existe. Em um
outro comentário, votado por mim por sinal,
o cara afirma que é amigo de um casal com filhos, feliz e com relacionamento
aberto que super dá certo, por que, apesar de não existir uma fidelidade física
existe sim uma lealdade onde a mentira não é necessária. Pensando sobre isso
tenho minhas dúvidas a respeito do quanto em um relacionamento é amor e quanto
é apego e acredito que tudo depende muito da maturidade do casal em questão.
Uma história de "amor" em que um parceiro se dedica ao outro por
anos, tolerando suas diferenças, sendo fiel e devoto, é sim muito bonita mas
também rara. Considerando que existem bilhões de pessoas totalmente diferentes
umas das outras e que mesmo assim estão juntas, não seria utópico impor a todos os casais que
vivessem o mesmo tipo de relacionamento, regras e padrões que todos os outros?
Talvez o "fator monogamia" seja um dos causadores de tantos
casamentos infelizes, onde a mesmice se acomodou; e quando falo em relacionamento
aberto, não quero dizer que sua vida amorosa vire um bordel e que todo final de
semana você deixe sua mulher em casa, ou seu homem, e vá sair com outros (ou
talvez sim, cada um se sente de um jeito a respeito disso) mas, quero dizer especialmente que você pode se dedicar ao seu parceiro e ele a você, e se houver um acordo mútuo
por que não inovar? Assim como o cara dos comentários, acho que a lealdade
entre o casal se torna imensurável, tudo é negociável e pode ser aceito ou descartado,
pode fazer do casal um par de pessoas que se respeitam, se compreendem, se amam
e confiam um no outro. Ou, pode não dar certo, pois, nem todo mundo funciona da mesma maneira. Tudo é válido quando se traz felicidade, mas felicidade
de verdade, não prazer momentâneo. Escrevi numa linha de pensamento onde pra mim o modo físico é bem destinto do modo sentimental e emocional, onde a relação, fora do compromisso, com outras pessoas é estritamente física. Mas para todo pé descalço há um sapato velho e cada um opta por aquilo que lhe convém. Respondendo a pergunta: monogamia é o mesmo que opção, é uma variável que pode ser analisada, pode aprisionar ou libertar.
segunda-feira, outubro 14, 2013
Guilherma despiu a toalha branca que
cobria seu corpo, ligou o chuveiro na temperatura mais alta possível só para
estar em sincronia com a intensidade dos seus sentimentos. A água fazia um
caminho contínuo sobre sua face, boca, seios, umbigo, coxas, e a maquiagem
pesava sob suas bochechas tal qual seu coração que estava em reparo. O batom
vermelho precisou ser limpado por seus dedos algumas vezes até ser diluído
junto com o rímel e lá estava ela de volta a quem realmente era! Era uma moça
no corpo de mulher, era cabelos longos e negros que se estendiam pelas costas.
Tão inteligente, com olhos que pareciam guardar todo o mistério do mundo, olhos
atemporais com tão poucos anos de vida e uma mala de experiência que só
carregam os que estão sempre em mudança. Escorria também seu coração e ela
gostaria de continuar embaixo da água pelo resto da noite, mas, havia um
vestido preto esperando por ela assim como a vida que esperava que ela seguisse
em frente. Saiu, secou o cabelo, perfumou todo o corpo e colocou o vestido; ele
valorizava sua fina cintura, grossas coxas e seis fartos. Dessa vez iria sem
maquiagem ainda que não quisesse ir, pensamentos borbulhavam em sua mente,
parecia uma sopa de todo amor e decepção que sentia. Auto-confusão. Guia, como
seus amigos a chamavam, era uma prostituta, odiava dar mas se vendia
facilmente. O que dava? Seu tempo, ela não vendia o corpo mas compartilhava a
alma com aqueles que a encantavam. Os homens e mulheres a compravam com humor,
inteligência, autenticidade e aí a roubavam também. Aquela noite ela se culpava
tanto por ser uma puta de marca maior... Fora comprada, presa, conquistada por
um babaca qualquer e ele a esperava lá embaixo, louco pra beijá-la na boca,
para tirar sua lingerie e fazê-la sua. Mas Guia já não se queria mais assim,
tão amante, tão devota a cuidar de alguém que só queria seu corpo e foi
descendo o único lance de escadas. O clima era frio, um céu sem estrelas,
ventava bastante e ele abriu a porta do carro pra ela, os olhos se cruzavam
querendo dizer coisas diferentes e Mars tocava ao fundo. Ela queria dar pra
ele, queria ser sua, estar perfeitamente encaixada ao seu corpo, em seus braços
e tudo isso vinha com o amor. Ele só queria fodê-la, beijar aquelas coxas,
chupar aqueles lábios, e tudo isso vinha com tesão, somente. Guia tão esperta,
tão mulher. Gustavo tão esperto, tão menino. Era tudo partida, estava tudo
partido e ela não queria sentimentalismo (a não ser que ele a implorasse para
ficar) só queria acabar com aquilo, tirar o vestido e dormir peladamente confortável
e não mais se sentir usada. Guia se sentira quase sempre assim, era como eles
geralmente a queriam mas ela ia tão além que sobrava... Sobrava nua, com uma
taça de vinho e o coração espremendo-se dentro do peito. Então sentou sobre as
pernas de Gustavo, desenhou o contorno do próprio corpo com os dedos dele e
comandou a pulsação sempre que rebolava e mordia gentilmente sua bochecha.
Entregou os pontos. Entregou sua desistência ali no colo dele, de onde saíra
deixando-o excitado. A partir dali seriam caminhos diferentes, sua boca
confessou todo amor e tesão que inundavam seu corpo e seus olhos mostraram-no
todo o descuido em que ela estava afogada. - Não! - Era a palavra de Guga,
era sempre ela e Guia deu-lhe adeus, voltou para o quarto, deitou de vestido e
nem sequer uma lágrima derramou, apenas pegou um caderno e tomou notas de toda
a dor que secamente sentia.
sábado, outubro 05, 2013
Ninguém é perfeito, mas, aprecio quem é coerente em
suas próprias ações. Conheci um cara que só me deixou uma dúvida: eu o conheci
e ele mudou ou nunca o conheci e ele não se dá mais ao trabalho de esconder
quem realmente é? Não se trata apenas de um fim de afetividade ou
relacionamento, mas, odeio pessoas que fingem ser quem não são e parece que sou
imã para esse tipo de gente. Sou doida e tenho minha infinidade de defeitos mas
sou profundamente agradecida a mim mesma e a Deus por nunca esconder de ninguém
quem realmente sou. Me ferro, mas falo o que penso na cara. Me ferro, mas se
não tô afim de sair: não saio. Me ferro, se quero dizer que te amo e quero
você: eu digo. Me ferro, mas se te quero bem te trato bem. Me ferro, mesmo que
você tenha me feito mal. Me ferro, mas se me pedem a opinião, sou honesta. Me
ferro, se me chamam pra sair e tô sem dinheiro, eu digo: tô lisa. Me ferro, se
o cara quer e eu não quero, digo: não te quero. Me ferro, quero falar de sexo:
falo. Me ferro, não quero mais andar de mãos dadas, dar risada da piada, dizer
que amo Beatles sem amar: não ando, não sorrio, não digo. Portanto que mal há
em retribuir algumas verdades? Vou puxar um fio solto de outro pensamento e
creio que há muitas pessoas que não sabem amar. Elas amam mas ainda são
troncos, estão um pouco longe do amadurecimento. O tronco é forte, é
sustentação, preparação pro que vem de belo, pra galhos maiores, sombras frondosas, frutos doces,
e tenho encontrado uma porção satisfatória de tocos na minha vida. Mas para
tudo há um tempo, creio fielmente nisso e o tipo de árvore que a pessoa se
torna é um combo de [Escolhas + Tempo + Sabedoria + Amor + Pegada], juro que
queria conseguir comprar um assim no Mc Donalds mais próximo. Tô conhecendo um
cara que só me deixou uma dúvida: tronco ou árvore?
segunda-feira, setembro 30, 2013
Rio de Janeiro (Parte II)
Aqui faço um apanhado do
resto dos dias que fiquei pelo Rio pessoal, na Segunda-feira cedinho eu fui visitar o
Real Gabinete Português de Leitura que fica no Centro, se você curte livros
então vai PIRAR nesse lugar como eu
pirei.
É tipo ENORME e tem tipo TODAS as obras originais dos nossos escritores brasileiros,
dá vontade de morar lá dentro gente e o recepcionista é super gente boa. Vi de pertinho
das obras do meu autor brasileiro favorito Machado de Assis e em algumas obras que
estavam expostas tinha até mesmo a assinatura dele. Lindo de morrer! :)
Logo em seguida fui visitar o Mosteiro de São Bento e fui teletransportada pra séculos e séculos passados. As contruções desse mosteiro são muito lindas e barrocas, as paredes, os bancos, o altar e até mesmo o chão são de detalhes incríveis. Eles preservaram muito bem toda a obra da pessoa que esculpiu e trabalhou naquela construção. E ah, a sensação de paz que o lugar oferece é indescritível, vale muito a pena uma ida lá e é de graça hahaha, falar que algo é de graça no Rio é delicioso!
Saindo de lá e já com os pés muito doloridos eu fui visitar um local que todo mundo diz que é parada obrigatória... O Centro Cultural do Banco do Brasil. Eu não fazia ideia de ha quanto tempo esse banco existe, para ser mais precisa desde 1808, foi o primeiro banco do Brasil haha irônico não?! Enfim, o Centro é realmente interessante, tem toda a história do dinheiro do MUNDO TODO, tem dinheiro egípcio, americano, índio, russo e assim vai, o design do ambiente também é muito legal e eles preservam as salas como elas eram antigamente! Lá dentro tem também a Livraria da Travessa com vários livros bons e vários mimos pra dar de presente também (no meu caso comprei tudo pra mim uhahahaha) colocando o assunto "dinheiro" a parte, dentro do prédio tem várias outras salas e halls com exposições legais, me perdi na enormidade do lugar! :) A minha parte cultural vai ficando encerrando com minha visita ao Corcovado que foi boa mas não acho que é realmente o ponto glamuroso do Rj, vale muito a pena a ida, o caminho que o trem percorre para chegar ao Cristo é a melhor coisa do passeio, fiquei o tempo todo me imaginando fazendo yoga naquele lugar, é cheio de paz, beleza e natureza! Graças a Deus quando cheguei lá em cima não tinha muita gente e o clima tava friozinho então não me demorei bastante. Depois disso tudo a viagem se resumiu a compras pra mim e pra minha família, nada supimpa por que numa cidade para turistas é tudo mais salgado então me limitei a lembrancinhas! :)
Achei a viagem muito prazerosa, desafiadora e libertadora! Aconteceu num momento muito oportuno da minha vida e fiz meu papel de turista hahaha da próxima quem sabe pra morar...(não). Que venha a próxima por que essa já fez seu papel na minha alma! xD
Logo em seguida fui visitar o Mosteiro de São Bento e fui teletransportada pra séculos e séculos passados. As contruções desse mosteiro são muito lindas e barrocas, as paredes, os bancos, o altar e até mesmo o chão são de detalhes incríveis. Eles preservaram muito bem toda a obra da pessoa que esculpiu e trabalhou naquela construção. E ah, a sensação de paz que o lugar oferece é indescritível, vale muito a pena uma ida lá e é de graça hahaha, falar que algo é de graça no Rio é delicioso!
Saindo de lá e já com os pés muito doloridos eu fui visitar um local que todo mundo diz que é parada obrigatória... O Centro Cultural do Banco do Brasil. Eu não fazia ideia de ha quanto tempo esse banco existe, para ser mais precisa desde 1808, foi o primeiro banco do Brasil haha irônico não?! Enfim, o Centro é realmente interessante, tem toda a história do dinheiro do MUNDO TODO, tem dinheiro egípcio, americano, índio, russo e assim vai, o design do ambiente também é muito legal e eles preservam as salas como elas eram antigamente! Lá dentro tem também a Livraria da Travessa com vários livros bons e vários mimos pra dar de presente também (no meu caso comprei tudo pra mim uhahahaha) colocando o assunto "dinheiro" a parte, dentro do prédio tem várias outras salas e halls com exposições legais, me perdi na enormidade do lugar! :) A minha parte cultural vai ficando encerrando com minha visita ao Corcovado que foi boa mas não acho que é realmente o ponto glamuroso do Rj, vale muito a pena a ida, o caminho que o trem percorre para chegar ao Cristo é a melhor coisa do passeio, fiquei o tempo todo me imaginando fazendo yoga naquele lugar, é cheio de paz, beleza e natureza! Graças a Deus quando cheguei lá em cima não tinha muita gente e o clima tava friozinho então não me demorei bastante. Depois disso tudo a viagem se resumiu a compras pra mim e pra minha família, nada supimpa por que numa cidade para turistas é tudo mais salgado então me limitei a lembrancinhas! :)
Achei a viagem muito prazerosa, desafiadora e libertadora! Aconteceu num momento muito oportuno da minha vida e fiz meu papel de turista hahaha da próxima quem sabe pra morar...
sexta-feira, setembro 27, 2013
Rio de Janeiro (Parte I)
O post será por etapas e vou contar um pouco
da experiência
da vez, espero que gostem. Para ampliar as fotos é só clicar. :)
Bom,
creio que a parte mais trabalhosa da viagem para mim foi a organização pré-ida, procura
de hotel, organização de agenda dos lugares que eu gostaria de ir, e o PIOR,
meu monstro
de sete cabeças: ÔNIBUS. Moro em uma cidade pequena e não preciso pegar ônibus
para trabalhar nem para ir a faculdade então minha maior preocupação quando
viajo é transporte
por que sou MUITO ruim de direção. Então vamos lá! Ao procurar por hotel observei
dois pontos: 1. Conforto (cama, água quentinha e ar condicionado) 2. Valores 3. Localização.
Fiquei em um "hostel" que é um tipo diferente de acomodação, digamos que é um
local mais específico para mochileiros, para pessoas que não tem frescura e
muito provavelmente
passarão o dia andando, para ser sincera eu simplesmente A-M-E-I. Já tinha ficado
em um outro em Botafogo no ano passado, mas, preciso deixar bem claro que se você
pretende conhecer o Rio e quer optar por um hostel, você TEM que ficar no Caipi Hostel.
Essa é uma propaganda que não fui paga para fazer hahaha mas saí de lá bastante satisfeita.
Meu quarto era compartilhado então conheci e fiz amizades com pessoas incríveis e
de todos os lugares do mundo. Tinha gente lá da França, México, Nova Zelândia,
Uruguay etc,
ao lado do hostel existe um restaurante de comida muito boa e você ainda ganha desconto
se falar que está hospedado, vale muito apena! O único ponto que talvez seja um pouco
complicadinho no começo (se você for sozinho como eu) é a localização, o hostel fica
no Centro do Rio, perto de tudo que é histórico e lindo, mas, também perigoso
pela noite.
Há bares por todos os lugares e as ruas são bem parecidinhas então pelo dia eu tinha a liberdade de conhecer e desvendar os lugares que queria mas a noite eu geralmente tomava muito cuidado e preferia sair acompanhada com uns novos amigos que fiz (Malaik, te amo). Então fiz a reserva do hostel alguns meses antes, mais precisamente em Julho.
Fiquei
uma semana
no Rio e os dois primeiros dias foram de pura ansiedade, como o show do John Mayer
no Rock in Rio foi no dia vinte e um e eu cheguei lá no dia vinte, não havia
muito o que
se fazer a não ser esperar com muita vontade de ver meu deuso do Blues. Uma
pausa no relato
para um momento de reflexão hahaha Acredito que um dos maiores créditos que podemos
e devemos dar a nós mesmos é o de viver. Apesar de todos os problemas, desafios,
medos e inseguranças. Quando me organizei para essa viagem e eu estava SUPER empolgada
por uma série de fatores relevantes para mim, mas com o passar dos dias um leque
de problemas se desenrolou e foi complicado continuar animada, pessoalmente os problemas
que mais me afetam são aqueles que afetam quem eu amo e minha cabeça estava um bolo
de pensamentos e frustrações. Como praticante da meditação e da Yoga talvez
tenha sido
mais fácil administrar tudo isso mas ainda assim é algo que não desejo à ninguém,
ter que viajar com o coração e a mente em desequilíbrio. Até que minha primeira noite
no hotel me revelou uma amiga lindíssima chamada Ana que me lembrou o por que d'eu
estar viajando por minha conta, do por que estar lá naquele exato momento e
então lembrei
de uma filosofia (quase um mantra) que levo sempre comigo: "Se não está
nas suas mãos
o poder de mudar algo então não vale a dor de cabeça." É como dar murro em
ponta de faca,
mesmo que eu lamente e sofra com aquilo, nada posso fazer, então me resta ser paciente
e trabalhar com o universo para estar em equilíbrio e suportar as consequentes mudanças. Foi um grande passo para continuar minha estadia, já na primeira noite fui à Lapa
e conheci alguns bares e restaurantes excelentes com mais amigos e
realmente gostei
de estar lá com a mente, corpo e coração.
Meu segundo dia foi praticamente
resumido ao Rock
in Rio.
Eu e mais duas amigas chegamos lá BEM cedo e já tinham algumas pessoas esperando
numa suposta fila que depois virou um bolo e depois um amontoado de gente doida
pra ver John Mayer e Bruce Springsteen. Gente, quando os portões abriram as
14:00 eu
me senti nessa cena:
hahaha era um desespero enorme pra chegar na grade e quando chegamos lá ainda tivemos que aguentar um dia todo de sol. Minhas dicas se você pretende ir a um RiR: 1. Se Você vai por que ama tanto um cantor/banda quanto eu amo o Mayer e TEM resistência física de ser empurrado contra a grade, ficar no sol um dia todo, com sede, calor e fome então vale a pena pra vê-lo (a) de pertinho, mas, ressalto que você não vai poder aproveitar a cidade do rock como gostaria por que pra tudo tem filas, pra ir ao banheiro, pra comprar comida e principalmente pra andar em algum brinquedo, (a fila para a tirolesa levava HORAS). 2. Se você não tem a disposição a cima então faça o seguinte, vá num horário bem próximo ao do começo das atrações (geralmente as 18:30) por que você pode conhecer o lugar com tranquilidade e TE JURO ainda vai ver o show muito bem, por que mesmo que pela tv não pareça, os telões são ENORMES e sempre tem um buraquinho que dá pra se encaixar na hora H.
Resumindo: sofri pra caralho mas vi meu homem, mas, se eu pudesse teria ido mais tarde e me cansado menos! :) Terminando o Dia Dois quero dizer que fiquei impressionadíssima com o esquema de transporte organizado pelo RiR, achei muito eficiente. Saí do show e comprei um Rio Card de valor normal (R$ 2,75) então embarquei pro terminal Alvorada e de lá peguei um outro ônibus que me deixou no destino certinho. Achei que aquele lance de Rio Card Especial (R$ 50,00) é furada. É mais fácil? CLARO! mas ir de via normal tem quase a mesma facilidade e não é perigoso por que ta TODO mundo indo/voltando do festival. Enfim, cheguei MORTA de cansada no hotel e só lembro que no dia 3 acordei por volta de meio dia hahaha Melhor show da minha vida EVER.
Dia Três:
![]() |
| Deixando claro que estive na grade e que tenho um dedo torto. |
![]() |
| Artista completo, fez um show indescritivelmente bom. Pra sempre na minha memória. Lindo, tesão, bonito, gostosão, solista, cantor e compositor. HAHAHA |
Dia Três:
Peguei
o gancho da tarde de Domingo e para não ficar parada resolvi visitar a
Escadaria Selarón
que parada obrigatória no Centro do Rio. A Escadaria é obra do chileno Jorge Selarón
que começou a renovação da
escadaria que passava em frente à sua casa
e estava em péssimo estado de conservação. Ele passou a vender suas pinturas
para financiar
o trabalho e após vários anos a escadaria tornou-se um sucesso, tornando-se um belo cartão postal da cidade. Jorge foi intitulado cidadão honorário
do Rio mas infelizmente foi encontrado morto no começo desse ano (2013) na própria
escadaria. Deixou um trabalho que é reconhecido pelo mundo todo e que é fruto
de uma
vida dedicada a beleza daqueles azulejos.
É realmente muito bonito, quando cheguei lá já haviam vários gringos tirando muitas fotos e em variadas poses hahaha é uma subida e tanto mas que vale muito a pena, me deliciei com o lugar e com o clima.
Logo em seguida fui visitar um dos lugares mais incríveis do Rio de Janeiro (na minha humilde opnião) A Quinta da Boa Vista. É um parque municipal que fica em São Cristovão, embarquei na estação de metro na Cinelândia e rapidinho cheguei lá.
Gente o parque é muito bonito, como fui em um Domingo estava lotado mas pela primeira vez na história dessa viagem não era um lotado ruim, tinha muita família com suas crianças fazendo piquiniques, jovens jogando bola, fazendo skyline, tocando violão, enfim é para tirar um dia de lazer naquele lugar.
O parque abriga também o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (com o Museu da Fauna) e, no antigo paço, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro que são muito legais.
É só ser atento ao horário de funcionamento, como fui a tarde quase não pegava o museu aberto pois ele fecha as 16:00 mas consegui. Fiquei maravilhada com tanta coisa legal e de fácil acesso cultural para todo mundo. Vale MUITO apena a ida.
Depois fiz uma rápida passada pelo Maracanã, não cheguei a entrar (e me arrependo por que soube que naquela tarde o John estava assistindo a um jogo do Bahia x Botafogo) e voltei pro hotel. Tive um dia muito produtivo e uma noite divertidíssima na Lapa, vambora pro dia quatro!
É realmente muito bonito, quando cheguei lá já haviam vários gringos tirando muitas fotos e em variadas poses hahaha é uma subida e tanto mas que vale muito a pena, me deliciei com o lugar e com o clima.
Logo em seguida fui visitar um dos lugares mais incríveis do Rio de Janeiro (na minha humilde opnião) A Quinta da Boa Vista. É um parque municipal que fica em São Cristovão, embarquei na estação de metro na Cinelândia e rapidinho cheguei lá.
Gente o parque é muito bonito, como fui em um Domingo estava lotado mas pela primeira vez na história dessa viagem não era um lotado ruim, tinha muita família com suas crianças fazendo piquiniques, jovens jogando bola, fazendo skyline, tocando violão, enfim é para tirar um dia de lazer naquele lugar.
O parque abriga também o Jardim Zoológico do Rio de Janeiro (com o Museu da Fauna) e, no antigo paço, o Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, administrado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro que são muito legais.
É só ser atento ao horário de funcionamento, como fui a tarde quase não pegava o museu aberto pois ele fecha as 16:00 mas consegui. Fiquei maravilhada com tanta coisa legal e de fácil acesso cultural para todo mundo. Vale MUITO apena a ida.
Depois fiz uma rápida passada pelo Maracanã, não cheguei a entrar (e me arrependo por que soube que naquela tarde o John estava assistindo a um jogo do Bahia x Botafogo) e voltei pro hotel. Tive um dia muito produtivo e uma noite divertidíssima na Lapa, vambora pro dia quatro!
OBSERVAÇÃO: Todas as fotos utilizadas nesse post
foram tiradas por mim e o vídeo do John abaixo também, então se forem retiradas para outro lugar por favor
creditem. Elas são apenas um terço do número de fotos que fiz durante os dias,
para ver mais (e lindas) eu publiquei no flickr também: Flickr me
quinta-feira, setembro 05, 2013
Há
sempre aprendizado nas relações diárias. Dizem que se aprende melhor pela dor
do que pelo
amor e digo que vivi das duas experiências, tenho me aprofundado em leituras
sobre meditação,
equilíbrio e paz interior, me recordo de um trecho que li noite passada que
fazia referência
a eterna imensidão do "ser", que exercemos papéis em diversos momentos
da nossa
vida portanto existe uma grande diferença entre esses papéis e quem somos. O
Autor pediu
pra que eu voltasse ao passado e me imaginasse quando criança, sim, não exerço
os mesmos
papéis mas trago uma grande bagagem de lembranças, experiências e relações que venho
acumulando durante minha existência. Há um mundo de pessoas que serviram como ponto
motivador de mudanças e atitudes em mim mas gosto especialmente daquelas que me impulsionaram
de uma forma boa, pelo amor, à ser melhor. Existem sim os momentos dolorosos,
existem sim lágrimas tão amargas que roubam de nós a crença de que o amor é bom
e necessário, mas, existem também alegrias tão profundas
que modificam
nossas estruturas. Tive uma colega de trabalho (e não tive muitas) que amo especialmente,
antes de tudo eu a achava divertida e com o passar do tempo me peguei a admirando
como mulher forte que ela é, penso que aprendo sempre que conversamos e adoro
ouvir sobre os filhos dela. Tive alguém que amei sem medidas, que me entreguei
e que também
me fez aprender bastante sobre a vida, sobre o amor e principalmente sobre mim mesma,
acredito que ao começar nosso relacionamento eu apenas era um carvão. Vocês já tiveram
relacionamentos assim? somos postos a prova a todo tempo, somos prensados, sofridos, até que quando me dei conta, era eu um diamante e o relacionamento já tinha
tido o seu
momento dentro da minha história, passou. Hoje compreendo a mim mesma como alguém
mais tranquilo, mais fora do controle e mais centrada na felicidade que o
universo me oferece,
me preocupo menos com o que não está em minhas mãos e envolvo meus momentos
de paz num grande abraço, aproveitando cada centelha de amor que recebo, obviamente, há uma pessoa por trás disso, aliás existem várias, mas há uma que amo especialmente,
que impulsionou algo despretensioso e maravilhoso dentro de mim. Citei três relacionamentos
que contribuíram ativamente na construção e desconstrução de quem sou hoje
e sou eternamente grata a mim mesma por ter-los deixado acontecer. Creio que a
chave para
ser alguém melhor é saber abraçar todas as experiências, encarar tudo aquilo
que me constrange,
que me limita como ser humano, que me impulsiona, motiva, entristece... e ir além,
o caminho é sempre em frente e nele pode sempre aparecer alguém para nos acompanhar.
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