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domingo, agosto 04, 2013

Quando fui saudade. Fui tua. Fui eu sozinha mas fui nós.
A gente nunca existe, vê? ultimamente tenho pensado em nós, meus textos não mentem. Talvez minhas palavras ditas num tom de brincadeira mintam quando digo que odeio você, e secretamente sei que você sabe que fui também amor além de saudade. Sou amor para com você, pra toda sua falta de carinho e jeito, pra todo seu descaso e perfeito dom de não me querer. Sou bobinha também por que enquanto escrevo borro a maquiagem que demorei alguns minutos fazendo e tô muito mais com medo de estar te perdendo do que perdendo meu antigo eu. Sei de pouca coisa mas acho que sei de muita, sou pouca coisa e as vezes acho que sou muita, e sei que sou descuidada, ou não sei? É que as vezes preciso ser cuidada (sim, é por você) e preciso aprender a me cuidar, vira tudo um bolo de descuido e a gente nunca existe, vê? Gosto do modo como você sempre está em boas fases da minha vida e me pergunto, é você que está ou é você que as faz acontecer? É meio louco, sem pé nem cabeça as diretrizes do meu sentimento tipicamente geminiano, mas, se fosse normal talvez não seria eu; é meio louco, sem pé nem cabeça as diretrizes do teu sentimento tipicamente escorpiminiano mas se tu fosse só meu talvez não seria você, e eu quero te dizer: seja meu, seja meu! A gente nunca existe, vê? A gente é pra existir e só você não vê, e não te faço enxergar, certamente ainda sou saudade, ainda sou tua, ainda sou sozinha e sou nós. Sou nossa amizade, nossa babaquice e ciúme e vou continuar a ser, afinal, se a gente nunca existe é só isso que tenho a fazer!

segunda-feira, julho 29, 2013

Duzia de linhas sobre saudades suas, sobre a sua risada que deslizava sobre a minha e todas nossas brigas que foram ficando pra trás assim como o melhor de você, antes mesmo de te afastar, me afastar. São palavras bem honestas, despretensiosas, sem querer falar de amor porque não se ama dez vezes, é tudo sobre tudo estar bem demais. Coloque seus lábios bem próximos aos meus, fazendo o mundo parar por 10 segundos, o suficiente pra esquecer as escolhas, as mágoas, o que já foi esquecido. As mais simples e irritantes são as que teimam em aparecer, as memórias, e já são mais que doze. Lábios que se aproximam demais compartilham coisas demais, assim como vidas, mas, esses versos são de uma só. Porque é tudo que sempre sou, uma louca só, uma vida só que era um balde de tinta branca e que vinte anos depois está toda misturada, amarelo, azul turquesa, verde e tons a mais. Sempre que preciso falar é sempre demais, te mando mensagem mas ela volta por que o crédito acabou, te ligo mas é "impossível completar a ligação", te chamo mas está sempre ocupado demais pra responder e a dança é de um lado só, o meu. O foda é sentir saudade quando na linha oposta só existe eco e não reciprocidade. Enfim, era só saudade, enfim sempre é minha deixa, amor.

sábado, julho 20, 2013

Festival de Inverno de Garanhuns - FIG.

O FIG é o resultado de um projeto organizado pela Prefeitura de Garanhuns, a FUNDARPE e o Governo de Pernambuco. O Festival é totalmente voltado pra Arte e pra Cultura Popular musical, teatral, artesanal e visual, dura exatamente dez dias e é gratuito. O evento divide-se em vários palcos espalhados por toda a cidade de Garanhuns - Pernambuco (Palco Pop, Pop-forró, Guadalajara etc).
Juliano Holanda
A estrutura dos palcos é excelente e a segurança então? nem vou comentar. Pra mim uma das melhores épocas do ano, é Julho por que é o mês que acontece o festival. Esse ano as novidades foram bandas internacionais, mas, o melhor mesmo é a valorização que o festival dá para cultura de raiz do povo Nordestino. 
Dado Villa-Lobos.
Exponho agora minha opinião e preciso dizer que sou apaixonada por tudo que o evento engloba, sempre que vou é como se me sentisse realmente ''entre os meus" por que ali tá a massa de Cultura que eu amo e que representa onde nasci e cresci, meu orgulho de ser nordestina aumenta indescritivelmente e isso não quer dizer que o evento seja todo voltado pra essas temáticas regionais (por que há uma diversidade enorme) mas é inevitável não se sentir assim. A galera é do bem, é alto astral, é gata e acolhedora então se eu puder indicar uma festa realmente foda que acontece desse lado do Brasil, é o FIG. Vou aproveitar o post pra falar de um show que me proporcionou uma vibe muito boa, muito positiva, que aconteceu agora dia 19/07 no palco Guadalajara: Dj Dolores e Orquestra Santa massa. Na mesma noite houve diversas apresentações, incluindo o fodão Zeca Baleiro.
A Orquestra Santa Massa se formou em 1998, um grupo formado por quatro músicos pernambucanos que fazem uma fusão com o Dj Dolores. O estilo é diferente e maravilhoso de se ouvir e de se jogar. Foi a maior surpresa da minha noite por que realmente me diverti ao som deles e posso dizer que no geral foi o melhor para mim. Pesquei dois sons pra quem tiver a curiosidade de conhecer.

Um pedacinho do que rolou no show: http://www.youtube.com/watch?v=SscfMTSre1w

E um outro som:

E pra finalizar um look da noite. 

Para mais informações sobre o festival que ainda está rolando, acesse: http://www.fig2013.com/

domingo, julho 14, 2013

TESTEI: Instax mini 7s.

Quando comprei a Instax fiquei meio temerosa pela qualidade das fotos, por ser uma câmera instantânea e de valor relativamente bom fiquei na dúvida. Pessoalmente sou apaixonada pela minha câmera, acho que pelos padrões citados acima ela é uma boa "lambe lambe" (como diz um amigo meu) da pra fazer várias fotos legais com os amigos, família, namorado etc. O que não podemos esperar é que ela revele fotos com uma qualidade de profissional até por que não tem todas as opções que uma digital oferece. Ela possui quatro modos para flash (ambiente interior, com luminosidade, com muita luminosidade ou nublado) e funciona a pilha.

Queria uma instantânea desde pequena e tô adorando a minha que é a 7s, mas, já foi lançada a Instax 8 que ainda não chegou ao Brasil. O filme é específico da Fujifilm e custa em média R$47,00 contendo 20 poses.

Não encontrei a câmera nem os filmes em lojas físicas pela minha cidade mas vi que tem alguns sites brasileiros que disponibilizam. Além do mais, há vários modelos para gostos diferentes, tem a White (a minha), tem rosa e branco, azul, marrom, da hello kitty e até do Mickey!

Aprovada. 

quinta-feira, julho 11, 2013

Sabe como me deixar louca, me beijar a boca e me dizer que vai ficar.
Ficar por quanto tempo? 
Enquanto a vontade durar! 
O problema é que a minha sempre dura
permanece com a loucura e o desejo de abraçar 
de ter, de rir na cara, de desafiar.

De todas as coisas que já me fizeram bem, eu me demorei em você
De todas as coisas que me fizeram querer, eu me imaginei com você
De todas as pessoas que parafrasearam Nando, prefiro você

Faz uma falta absurda
E tu saiu pela porta há minutos atrás
Uma sagacidade maluca
Talvez pra nós seja tarde demais.

quinta-feira, junho 20, 2013

Uma mistura de Peônias, Morango e Alcaçuz era a fragrância que emanava das mechas de seu cabelo que pinicavam seu rosto furtivamente enquanto Maya acelerava o passo. Fora um dia difícil e um caos instalava-se dentro dela. Ouvia-se a brisa e lá estava a lua explodindo em um brilho sobrenatural, cheia e linda, iluminando o caminho terroso e longo percorrido por ela ao sair da universidade em direção a casa. Uma, duas, três finas lágrimas, apenas por achar que só haveria aquele momento pra chorar, aquele momento pra contemplar a si mesma e o céu estrelado particularmente maravilhoso. A morte estava rondando-a, as inseguranças, os questionamentos, as novas descobertas e as perdas, ah, as perdas sempre estão lá, são melhores amigas da distância, confidentes e traiçoeiras. Pois Maya fora católica, se batizou, fez primeira comunhão e crismou-se, hoje sentia-se enojada de tal entidade e religião, vira tanta barbaridade lá dentro (de certo também vira amor) mas isso fora ha tempos, percebera que não era uma pessoa manipulável e Aquele que vem é humanamente indescritível ainda que alguns tomados por um falso poder O descrevem, então sua espiritualidade tomou um rumo oposto ao da religião. Ao percorrer o caminho para casa, ela pensava no dia e em como se sentia impotente por não poder desvendar a morte, e por não poder desvendar a vida. Queria ser capturada pelas estrelas que pairavam sobre sua cabeça, queria que a dor não batesse tão forte sobre os bons corações, queria que o Brasil não deixasse de lançar seus gritos de justiça sobre aquele Estado podre e esmagador sob o qual vivera, queria que não houvesse aula para que o ego dos professores não amargasse tanto em seus lábios, queria que abraçar alguém que estava longe fosse possível apenas por querer, e ela queria, queria saber mais sobre amar, discernir, ouvir, decidir. O livre-arbítrio é caro! Antes agir por medo! Medo do inferno, da igreja, do Estado, da mídia, das pessoas, talvez seja essa a porta larga a qual Jesus refere-se, por que talvez também a porta estreita seja pensar por si só, seja amar apesar do peso esmagador do mundo sobre seus ombros, é mais apertado de passar por que te julgam por ser negro, por amar alguém do mesmo sexo, por preferir sertanejo a rock, é mais apertado porque quando você questiona, só a sua fé em você mesma e naquilo em que acredita, podem te salvar da prisão que o medo é. Maya as vezes o encontrava, o medo, ele a freava, queria dançar tango com ela ainda que o desafiasse dezenas de vezes todos os dias. Suas crenças passadas e atuais chocavam-se aquela noite, ao menos ela achava que aquele era o caminho por que não se permitia perder pra morte, baseava suas escolhas na felicidade  ainda que seus pensamentos e dúvidas fossem eternos, a vida não era, portanto assim a gastaria, tentando a felicidade, descansando a dor que as vezes vinha a tona nas ruas tomadas de solidão. Tentando ser feliz, mesmo querendo tanto, mesmo mudando tanto, mesmo vivendo.

quinta-feira, maio 30, 2013

Ela usava um vestido de gala, longo, cheio e vermelho. Ele delineava perfeitamente a sua cintura e deixava seus seios perfeitamente marcados. Mas algo estava errado, ela tomara o caminho oposto, com duas mechas ao vento enquanto o resto do cabelo estava preso num coque, ela tomava uma direção conhecidamente perigosa, estava a caminho dele. Algo em seu peito sabia que seria decepção, como todas as outras que ela fez ele sentir, e que ele a fizera sentir também, e se algo realmente feliz estava num passado longe daquele momento, por que arriscar um ferimento ainda maior no coração? Nada se sabe, mas estava nublado, e ele a encontrou na porta com um meio abraço e um sorriso lindo. Veja, tudo aquilo era uma problemática, por que de início existia todo uma tensão sexual do encontro, mas como constatado havia algo errado. Já tinha um tempo que eles não se viam e a vida dele era outra, a mulher ao lado dele era outra, e o vestido vermelho que ela vestia era o resultado de uma festa de seu próprio noivado, onde deveria estar. Mas não estava. Estava na varanda da casa dele, se vigiando pra desviar o olhar daqueles lábios que automaticamente teimavam a ir na direção dos dela mas freavam a vontade. Sem rodeios, ele não a quis, ainda que os olhos, o corpo, os lábios e a vida dele quisessem a dela, não a quis por que aquilo estava longe de dar certo, por que havia muita história pra haver paz, a dor que sucumbia o peito dela era maior do que a rejeição, existia por que tudo era complicado mas ela gostaria de ficar, perto dele, em seus braços, na sua casa, na sua cama. Deu-lhe adeus. Pararam por alguns minutos encarando um ao outro, até se cometerem a um abraço demorado e quente, a um beijo diferente, com Q de adeus, onde ela queria ficar pra sempre sentindo seu gosto, depois outro, e mais outro beijo, e o que ainda podia vir lhe fora negado. Arrumou o próprio vestido, se observou no espelho e foi. Embora pra uma festa que não queria que fosse a sua mas que era, pra um noivo lindo e atencioso que não tinha seu coração. Fora, como quem nunca mais voltaria! 

Quente e pesadas, eram as lágrimas que escorriam pelo rosto dela minutos após pisar em casa. Encontrara sua mãe num desespero sem tamanho por ter talvez perdido a filha momentos antes do casamento, a abraçou e juntas choraram por alguns segundos e pelo mesmo fato: ela se casaria. Como num flash o dia chegou, o entusiasmo era tangível nos convidados e amigos do casal, a exceção talvez fosse a noiva que apertava os próprios dedos na barra do vestido branco, que sentia o coração saltar dentro do peito querendo se libertar daquela sensação de estar fazendo tudo errado pra si mesma, e corretamente pros outros. Sua melhor amiga e também sua madrinha lhe dizia que conhecia aquele olhar, mas que ele não iria aparecer, como sempre, o que houve entre eles era coisa passada. "Sorria e diga sim." Ela sorriu e disse sim, e a doçura no olhar do seu marido a machucava ainda mais, por que ele sim a queria, ele deslizava as mãos pela cintura dela como quem não quisesse outro lugar pra tocar, mexia no seu cabelo e tocava sua testa com a boca, a lembrando que a partir daquele momento seria só ele e ela. Flores, gargalhadas e votos de amor transbordavam dos convidados e a máscara que ela mantinha estava pesada, resolvera dançar. Acompanhada pelas madrinhas e amigas se deixou embalar por uma canção que adorava, que inundava seus ouvidos a chamando de "A sortuda". A garota de sorte machucou a perna e a viu sangrar, sentada no canto da pista sua amiga e madrinha a mandava cuidar do ferimento, ajudando-a naquilo. Era como se uma sucessão de coisas se desenrolassem naquela semana, e tudo que saiu da sua boca em resposta era que ferimento maior havia ali, dentro dela. Elas se olharam por alguns segundos e num infinito era compreensível o que fora dito. Nem a música, nem o marido, nem o vestido, nada daquilo permaneceria tanto tempo na sua memória quanto a imagem dele no fundo do salão. A sortuda.

OBSERVAÇÃO: O conto na realidade foi um sonho que tive e passei pro papel.
Música do sonho: The Lucky One - Taylor Swift

quarta-feira, maio 01, 2013


O ínicio. 
Me machuquei por não me permitir, por não ter coragem suficiente para expor minha dura e simples verdade. Não gosto da proximidade humana. Finalmente consegui afirmar isso e  foi de primeira mão para uma amiga, cheguei sorrateira como quem não queria dizer nada e delicadamente falei: odeio pessoas. Ela me contra-atacou com uma boa frase, - Você gosta de mim!  Então eu me corrigi: não gosto de 90% das pessoas. E aquilo me libertou. - Ta tudo bem Mari, você tem esse direito - ela disse, é talvez eu tenha... Estranho mas demorei um pouco pra entender, a intimidade desgasta o sentimento pra mim e talvez eu seja bastante crítica e seletiva mas definitivamente a maioria das pessoas são feitas pra contatos breves, e apenas aquelas que sabem cultivar o jardim do outro é que a merecem, a intimidade. Acho que é isso, não gosto de expor meu jardim. "Eles" visitam pra mudá-lo, jogam um papel aqui outro acolá, cavam, e se tem algo que faço questão de preservar é meu espírito, minha alma, só fica quem conquista o lugar. Se por um acaso não mantenho muito contato, pois afasto pessoas por um prazer honesto, se tenho estado longe ou desinteressada é porque eu fechei, tranquei-me e te deixei de fora. Posso oferecer flores colhidas no nascer do dia, mas, são terras sagradas, dificilmente habitadas e vigiadas por Alguém de minha confiança.

domingo, janeiro 20, 2013

As vezes odeio isso de ser sensitiva. Odeio esse aperto no coração indicando que algo vai acontecer, talvez já esteja acontecendo bem debaixo do meu nariz. Tudo tem mudado rapidamente na minha vida, não vou caracterizar nada como bom e ruim, por que estou viva e tem sido construtivo, mas hoje é Domingo e sinto como essa semana não fosse pra acontecer. Tem algo de errado com ela, e tem algo de errado comigo (e não me refiro ao fato de ter sonhos que alertam-me coisas). Sou o tipo de pessoa que curte um momento longo sozinha, que gosta da própria companhia e abre mão de sair em multidão pra sair com si só, mas hoje a noite sinto uma angustia tão significativa que daria tudo pra ter um amigo ao meu lado, alguém que talvez só falasse besteira mas me fizesse companhia e não me deixasse dormir, contando todos os problemas da sua vida ou compartilhando todas as dúvidas que temos sobre a mesma. Meu quarto é aconchegante mas meus sonhos me aterrorizam há dias, é uma mistura de informações que não escolho receber e rostos, e situações e verdades que eu não gostaria que existissem. Mas não dá pra pular os dias, nem dá pra dizer pra própria vida: "espere ai, vou deixar de te viver um pouquinho e volto daqui a um mês.", não dá pra saber se escolho certo, ou o que vou viver depois que dormir, nunca tive essa escolha e não a terei agora, a minha única é viver.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Tudo imprescindivelmente escuro, o suficiente para só enxergar saudade, aquela olhadinha pro lado direito da cama e me deparar com nada, além de outro travesseiro. É apenas um quarto imerso no breu com uma pequena réstia de luar que penetra d'entre as cortinas, emanando silêncio enquanto eu desejo o estalar das nossas línguas e alguns gemidos, resultados de amor e prazer. A distância é tão traiçoeira quanto a vida, quanto a noite, que me arranca doces lembranças suas, da sua voz, de quem sou eu com você; e arranca lágrimas, um choro  puro feito nascente de rio, e aquele pensamento bobinho – “sentes minha falta também?” – um pesar profundo, de um querer maior ainda, um querer só de você. Esperando o sono chegar, visivelmente perturbada de saudade, despercebendo o passar das horas até que finalmente tudo venha a se perder num fechar de olhos, respiração pesada e sonhos sobre sorrisos teus, que se deitarão aqui, tomando seu lugar.