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domingo, julho 14, 2013

TESTEI: Instax mini 7s.

Quando comprei a Instax fiquei meio temerosa pela qualidade das fotos, por ser uma câmera instantânea e de valor relativamente bom fiquei na dúvida. Pessoalmente sou apaixonada pela minha câmera, acho que pelos padrões citados acima ela é uma boa "lambe lambe" (como diz um amigo meu) da pra fazer várias fotos legais com os amigos, família, namorado etc. O que não podemos esperar é que ela revele fotos com uma qualidade de profissional até por que não tem todas as opções que uma digital oferece. Ela possui quatro modos para flash (ambiente interior, com luminosidade, com muita luminosidade ou nublado) e funciona a pilha.

Queria uma instantânea desde pequena e tô adorando a minha que é a 7s, mas, já foi lançada a Instax 8 que ainda não chegou ao Brasil. O filme é específico da Fujifilm e custa em média R$47,00 contendo 20 poses.

Não encontrei a câmera nem os filmes em lojas físicas pela minha cidade mas vi que tem alguns sites brasileiros que disponibilizam. Além do mais, há vários modelos para gostos diferentes, tem a White (a minha), tem rosa e branco, azul, marrom, da hello kitty e até do Mickey!

Aprovada. 

quinta-feira, julho 11, 2013

Sabe como me deixar louca, me beijar a boca e me dizer que vai ficar.
Ficar por quanto tempo? 
Enquanto a vontade durar! 
O problema é que a minha sempre dura
permanece com a loucura e o desejo de abraçar 
de ter, de rir na cara, de desafiar.

De todas as coisas que já me fizeram bem, eu me demorei em você
De todas as coisas que me fizeram querer, eu me imaginei com você
De todas as pessoas que parafrasearam Nando, prefiro você

Faz uma falta absurda
E tu saiu pela porta há minutos atrás
Uma sagacidade maluca
Talvez pra nós seja tarde demais.

quinta-feira, junho 20, 2013

Uma mistura de Peônias, Morango e Alcaçuz era a fragrância que emanava das mechas de seu cabelo que pinicavam seu rosto furtivamente enquanto Maya acelerava o passo. Fora um dia difícil e um caos instalava-se dentro dela. Ouvia-se a brisa e lá estava a lua explodindo em um brilho sobrenatural, cheia e linda, iluminando o caminho terroso e longo percorrido por ela ao sair da universidade em direção a casa. Uma, duas, três finas lágrimas, apenas por achar que só haveria aquele momento pra chorar, aquele momento pra contemplar a si mesma e o céu estrelado particularmente maravilhoso. A morte estava rondando-a, as inseguranças, os questionamentos, as novas descobertas e as perdas, ah, as perdas sempre estão lá, são melhores amigas da distância, confidentes e traiçoeiras. Pois Maya fora católica, se batizou, fez primeira comunhão e crismou-se, hoje sentia-se enojada de tal entidade e religião, vira tanta barbaridade lá dentro (de certo também vira amor) mas isso fora ha tempos, percebera que não era uma pessoa manipulável e Aquele que vem é humanamente indescritível ainda que alguns tomados por um falso poder O descrevem, então sua espiritualidade tomou um rumo oposto ao da religião. Ao percorrer o caminho para casa, ela pensava no dia e em como se sentia impotente por não poder desvendar a morte, e por não poder desvendar a vida. Queria ser capturada pelas estrelas que pairavam sobre sua cabeça, queria que a dor não batesse tão forte sobre os bons corações, queria que o Brasil não deixasse de lançar seus gritos de justiça sobre aquele Estado podre e esmagador sob o qual vivera, queria que não houvesse aula para que o ego dos professores não amargasse tanto em seus lábios, queria que abraçar alguém que estava longe fosse possível apenas por querer, e ela queria, queria saber mais sobre amar, discernir, ouvir, decidir. O livre-arbítrio é caro! Antes agir por medo! Medo do inferno, da igreja, do Estado, da mídia, das pessoas, talvez seja essa a porta larga a qual Jesus refere-se, por que talvez também a porta estreita seja pensar por si só, seja amar apesar do peso esmagador do mundo sobre seus ombros, é mais apertado de passar por que te julgam por ser negro, por amar alguém do mesmo sexo, por preferir sertanejo a rock, é mais apertado porque quando você questiona, só a sua fé em você mesma e naquilo em que acredita, podem te salvar da prisão que o medo é. Maya as vezes o encontrava, o medo, ele a freava, queria dançar tango com ela ainda que o desafiasse dezenas de vezes todos os dias. Suas crenças passadas e atuais chocavam-se aquela noite, ao menos ela achava que aquele era o caminho por que não se permitia perder pra morte, baseava suas escolhas na felicidade  ainda que seus pensamentos e dúvidas fossem eternos, a vida não era, portanto assim a gastaria, tentando a felicidade, descansando a dor que as vezes vinha a tona nas ruas tomadas de solidão. Tentando ser feliz, mesmo querendo tanto, mesmo mudando tanto, mesmo vivendo.

quinta-feira, maio 30, 2013

Ela usava um vestido de gala, longo, cheio e vermelho. Ele delineava perfeitamente a sua cintura e deixava seus seios perfeitamente marcados. Mas algo estava errado, ela tomara o caminho oposto, com duas mechas ao vento enquanto o resto do cabelo estava preso num coque, ela tomava uma direção conhecidamente perigosa, estava a caminho dele. Algo em seu peito sabia que seria decepção, como todas as outras que ela fez ele sentir, e que ele a fizera sentir também, e se algo realmente feliz estava num passado longe daquele momento, por que arriscar um ferimento ainda maior no coração? Nada se sabe, mas estava nublado, e ele a encontrou na porta com um meio abraço e um sorriso lindo. Veja, tudo aquilo era uma problemática, por que de início existia todo uma tensão sexual do encontro, mas como constatado havia algo errado. Já tinha um tempo que eles não se viam e a vida dele era outra, a mulher ao lado dele era outra, e o vestido vermelho que ela vestia era o resultado de uma festa de seu próprio noivado, onde deveria estar. Mas não estava. Estava na varanda da casa dele, se vigiando pra desviar o olhar daqueles lábios que automaticamente teimavam a ir na direção dos dela mas freavam a vontade. Sem rodeios, ele não a quis, ainda que os olhos, o corpo, os lábios e a vida dele quisessem a dela, não a quis por que aquilo estava longe de dar certo, por que havia muita história pra haver paz, a dor que sucumbia o peito dela era maior do que a rejeição, existia por que tudo era complicado mas ela gostaria de ficar, perto dele, em seus braços, na sua casa, na sua cama. Deu-lhe adeus. Pararam por alguns minutos encarando um ao outro, até se cometerem a um abraço demorado e quente, a um beijo diferente, com Q de adeus, onde ela queria ficar pra sempre sentindo seu gosto, depois outro, e mais outro beijo, e o que ainda podia vir lhe fora negado. Arrumou o próprio vestido, se observou no espelho e foi. Embora pra uma festa que não queria que fosse a sua mas que era, pra um noivo lindo e atencioso que não tinha seu coração. Fora, como quem nunca mais voltaria! 

Quente e pesadas, eram as lágrimas que escorriam pelo rosto dela minutos após pisar em casa. Encontrara sua mãe num desespero sem tamanho por ter talvez perdido a filha momentos antes do casamento, a abraçou e juntas choraram por alguns segundos e pelo mesmo fato: ela se casaria. Como num flash o dia chegou, o entusiasmo era tangível nos convidados e amigos do casal, a exceção talvez fosse a noiva que apertava os próprios dedos na barra do vestido branco, que sentia o coração saltar dentro do peito querendo se libertar daquela sensação de estar fazendo tudo errado pra si mesma, e corretamente pros outros. Sua melhor amiga e também sua madrinha lhe dizia que conhecia aquele olhar, mas que ele não iria aparecer, como sempre, o que houve entre eles era coisa passada. "Sorria e diga sim." Ela sorriu e disse sim, e a doçura no olhar do seu marido a machucava ainda mais, por que ele sim a queria, ele deslizava as mãos pela cintura dela como quem não quisesse outro lugar pra tocar, mexia no seu cabelo e tocava sua testa com a boca, a lembrando que a partir daquele momento seria só ele e ela. Flores, gargalhadas e votos de amor transbordavam dos convidados e a máscara que ela mantinha estava pesada, resolvera dançar. Acompanhada pelas madrinhas e amigas se deixou embalar por uma canção que adorava, que inundava seus ouvidos a chamando de "A sortuda". A garota de sorte machucou a perna e a viu sangrar, sentada no canto da pista sua amiga e madrinha a mandava cuidar do ferimento, ajudando-a naquilo. Era como se uma sucessão de coisas se desenrolassem naquela semana, e tudo que saiu da sua boca em resposta era que ferimento maior havia ali, dentro dela. Elas se olharam por alguns segundos e num infinito era compreensível o que fora dito. Nem a música, nem o marido, nem o vestido, nada daquilo permaneceria tanto tempo na sua memória quanto a imagem dele no fundo do salão. A sortuda.

OBSERVAÇÃO: O conto na realidade foi um sonho que tive e passei pro papel.
Música do sonho: The Lucky One - Taylor Swift

quarta-feira, maio 01, 2013


O ínicio. 
Me machuquei por não me permitir, por não ter coragem suficiente para expor minha dura e simples verdade. Não gosto da proximidade humana. Finalmente consegui afirmar isso e  foi de primeira mão para uma amiga, cheguei sorrateira como quem não queria dizer nada e delicadamente falei: odeio pessoas. Ela me contra-atacou com uma boa frase, - Você gosta de mim!  Então eu me corrigi: não gosto de 90% das pessoas. E aquilo me libertou. - Ta tudo bem Mari, você tem esse direito - ela disse, é talvez eu tenha... Estranho mas demorei um pouco pra entender, a intimidade desgasta o sentimento pra mim e talvez eu seja bastante crítica e seletiva mas definitivamente a maioria das pessoas são feitas pra contatos breves, e apenas aquelas que sabem cultivar o jardim do outro é que a merecem, a intimidade. Acho que é isso, não gosto de expor meu jardim. "Eles" visitam pra mudá-lo, jogam um papel aqui outro acolá, cavam, e se tem algo que faço questão de preservar é meu espírito, minha alma, só fica quem conquista o lugar. Se por um acaso não mantenho muito contato, pois afasto pessoas por um prazer honesto, se tenho estado longe ou desinteressada é porque eu fechei, tranquei-me e te deixei de fora. Posso oferecer flores colhidas no nascer do dia, mas, são terras sagradas, dificilmente habitadas e vigiadas por Alguém de minha confiança.

domingo, janeiro 20, 2013

As vezes odeio isso de ser sensitiva. Odeio esse aperto no coração indicando que algo vai acontecer, talvez já esteja acontecendo bem debaixo do meu nariz. Tudo tem mudado rapidamente na minha vida, não vou caracterizar nada como bom e ruim, por que estou viva e tem sido construtivo, mas hoje é Domingo e sinto como essa semana não fosse pra acontecer. Tem algo de errado com ela, e tem algo de errado comigo (e não me refiro ao fato de ter sonhos que alertam-me coisas). Sou o tipo de pessoa que curte um momento longo sozinha, que gosta da própria companhia e abre mão de sair em multidão pra sair com si só, mas hoje a noite sinto uma angustia tão significativa que daria tudo pra ter um amigo ao meu lado, alguém que talvez só falasse besteira mas me fizesse companhia e não me deixasse dormir, contando todos os problemas da sua vida ou compartilhando todas as dúvidas que temos sobre a mesma. Meu quarto é aconchegante mas meus sonhos me aterrorizam há dias, é uma mistura de informações que não escolho receber e rostos, e situações e verdades que eu não gostaria que existissem. Mas não dá pra pular os dias, nem dá pra dizer pra própria vida: "espere ai, vou deixar de te viver um pouquinho e volto daqui a um mês.", não dá pra saber se escolho certo, ou o que vou viver depois que dormir, nunca tive essa escolha e não a terei agora, a minha única é viver.

quarta-feira, outubro 24, 2012

Tudo imprescindivelmente escuro, o suficiente para só enxergar saudade, aquela olhadinha pro lado direito da cama e me deparar com nada, além de outro travesseiro. É apenas um quarto imerso no breu com uma pequena réstia de luar que penetra d'entre as cortinas, emanando silêncio enquanto eu desejo o estalar das nossas línguas e alguns gemidos, resultados de amor e prazer. A distância é tão traiçoeira quanto a vida, quanto a noite, que me arranca doces lembranças suas, da sua voz, de quem sou eu com você; e arranca lágrimas, um choro  puro feito nascente de rio, e aquele pensamento bobinho – “sentes minha falta também?” – um pesar profundo, de um querer maior ainda, um querer só de você. Esperando o sono chegar, visivelmente perturbada de saudade, despercebendo o passar das horas até que finalmente tudo venha a se perder num fechar de olhos, respiração pesada e sonhos sobre sorrisos teus, que se deitarão aqui, tomando seu lugar. 

terça-feira, setembro 04, 2012

Naquela noite, eu sabia o tamanho da dor que seria deixar você, mas eu precisava, sem certeza nenhuma se eu tinha certeza, sem certeza nenhuma de que voltaríamos a nos falar. A única coisa capaz de apascentar meu coração, era uma silenciosa oração feita através da Bossa Nova, é como se a melodia respirasse aos meus ouvidos uma  chance de sorrir apesar de hoje. Por que já dizia o amado poeta, "Apesar de você, amanhã há de ser outro dia". Tristemente eu recolho meus mais doces e ternos sentimentos, esses, aqueles tais, que ninguém soube cuidar. E me pergunto, meu Deus, haverá alguém por esse mundo afora capaz de querer-me assim? feito rosa, ainda que bela, cheia de espinhos. Será que haverá em algum beco, viela, vila, rua, esquina, algum tocador de Bossa, capaz de me acompanhar? Será?


domingo, agosto 19, 2012

Eu pensava que já tinha voltado a estabilidade, o dia de ontem fora péssimo, minha respiração prejudicada por um vírus e pelo aperto que era perder alguém. É como uma parte de mim que eu nunca tinha descoberto, mas meu emocional tem sido tão bem trabalhado que uma diversidade de faces aparecem agora; 8 ou 80 é como costumava ser, se era pra ser triste, eu simplesmente era, e doía, e as vezes eu conseguia sorrir. Se era pra ser feliz, eu era, mas não cuidava daquilo pra que restasse mais pro dia seguinte. Hoje sou feliz mas se penso em você por 2 segundos, um bolo de coisas tentam ganhar liberdade de dentro da minha garganta, através dos meus olhos, pra fora de mim. Eu acho que sou egoísta, e eu acho que mereci ouvir coisas que nunca tinha ouvido de ninguém antes, por que nunca tinha descoberto alguém com tamanha similaridade a mim. Me tornei um quarto cheio de gavetas, pequenas brechas e uma imensidão de sonhos, pesadelos, predições, lembranças. Eu nunca diria essas coisas pra você, não diria como você me tirou de alguém que eu odiava ser, sim, você tirou, foi a água enquanto meu corpo queimava. E eu não diria por que você daria uma risada irônica, e Deus, como amo sua risada e seu pensamento quadrado. A dimensão de qualquer coisa que eu fale, sinta ou ignore não te interessam por que vai muito além dos nossos bons e maus momentos, vai até um ponto que eu não posso pedir que você tente chegar, por que seria mais egoísta da minha parte do que nunca foi, e a merda toda de ser uma "pessoa gaveta" é que sou estupidamente sincera. Posso ser um mistério, com mal iluminação  ou com iluminação demais pra que se possa enxergar perfeitamente, mas quando você quer ver o que tem em uma das gavetas eu simplesmente abro, acredito fielmente que as pessoas que são apaixonadas por mim, são apaixonadas por todas minhas facetas, principalmente aquelas mais estranhas e incoerentes, e por esse motivo não te peço pra ficar.

segunda-feira, agosto 13, 2012

Tenho sido tomada por noites de auto-conhecimento, de algumas lágrimas de poucos motivos que significam ao mesmo tempo o mundo todo. Você ja se sentiu velha demais pra sua idade? Da ultima primavera pra cá um turbilhão de coisas me pegaram desavisada, algumas um tanto amargas, que desceram rasgando pela minha garganta, que trouxeram inverno ao meu coração enquanto aqui fora era quente e florido; algumas coisas doces, que parecem ter saído da nuvem mais bonita do céu, daquela com formato de coelho que eu costumava ver com minha irmã quando tínhamos 10 anos e viajávamos pro sítio na parte aberta do carro. Me atrevo a dizer que todos os poetas estavam certos sobre o tempo, ele é o andador da gente, um bando de crianças que brincam de vida, de amor, de superação e de dor. Cada um tem o seu, e eu estou zelando do meu, tô tomando aquela calma e dormindo nos braços pacientes da intimidade comigo mesma. Agora sei andar sobre as cordas bambas que a vida me poe a prova, sei que meu maior amor e seus olhos claros são um complexo perfeito de imperfeição, que o dia sorri pra mim quando escuto Bossa Nova antes de ir trabalhar, que sem querer querendo não sei ser a garota de ninguém pois sou garota demais pra mim. Agora sei que o único lugar que me abraçaria e acolheria minhas dúvidas sobre a vida seria o mar, vento salgado na cara, frio e um par de braços que me desejam como um mundo.